Pegadas de Dinossauros de 166 Milhões de Anos São Descobertas na Inglaterra
Achado impressionante em pedreira de Oxfordshire revela comportamentos de gigantes do período Jurássico
Um grupo de paleontólogos britânicos fez uma descoberta que chamam de “a estrada jurássica”: eles encontraram mais de 200 pegadas de dinossauros em uma pedreira de Oxfordshire, no sul da Inglaterra. Este achado, sem dúvida, se destaca como um dos maiores e mais bem preservados sítios de icnofósseis (pegadas fossilizadas) do período Jurássico médio em toda a Europa (Acompanhe a cobertura da imprensa britânica sobre a descoberta).
As marcas, que datam de aproximadamente 166 milhões de anos, distribuem-se ao longo de grandes trilhas. Os pesquisadores identificaram pegadas de diferentes espécies que coexistiam na região, o que é fascinante. Por exemplo, eles encontraram:
- Saurópodes: Herbívoros maciços de pescoço longo, provavelmente da espécie Cetiosaurus, que podiam medir até 18 metros de comprimento. Quatro longas trilhas pertencem a esse grupo.
- Terópodes: Um grande carnívoro bípede, provavelmente o Megalosaurus, que é o primeiro dinossauro oficialmente descrito pela ciência.

🔬 O Cenário Geológico: Como a Lama Contou a História
Os cientistas da Universidade de Oxford e outras instituições envolvidas sugerem que o sítio funcionava como uma planície costeira rasa, similar a uma lagoa ou, em outras palavras, às Bahamas modernas. Ali, os animais caminhavam sobre uma lama fina e úmida. Posteriormente, uma rápida cobertura de sedimentos marinhos preservou essa lama. Por conseguinte, esta cobertura rápida protegeu as impressões da erosão, permitindo que o material se solidificasse em rocha ao longo do tempo.
A preservação é tão detalhada que os pesquisadores conseguem ver a deformação exata da lama quando o pé do dinossauro afundava e saía. Aliás, este nível de detalhe é raro.
“É uma fotografia da vida durante o Jurássico. Através destas escavações, construímos uma imagem cada vez mais completa de como era Oxfordshire quando os dinossauros vagueavam por aqui,” afirmou o Dr. Duncan Murdock, cientista da terra no Museu de Oxford.
🧠 Icnofósseis Revelam Comportamento Inédito
A importância deste achado reside no campo da Icnologia (o estudo das pegadas e vestígios fósseis). Diferentemente dos ossos, que mostram a anatomia, as pegadas revelam a dinâmica da vida. Em primeiro lugar, os cientistas analisam:
- Velocidade e Marcha: A distância entre as pegadas permite calcular a velocidade de deslocamento.
- Comportamento Social: Pegadas paralelas de vários indivíduos podem indicar deslocamento em grupo ou comportamento de caça.
- Paradas Inesperadas: Em um dos trilhos, uma pegada fora da linha sugere que o dinossauro pode ter parado momentaneamente, talvez para olhar para trás, antes de seguir viagem.
Em suma, as descobertas de Oxfordshire ajudam a preencher lacunas cruciais na história evolutiva dos dinossauros. Elas reforçam, certamente, o papel do Reino Unido como um berço da paleontologia moderna (Acesse o Museu de História Natural para saber mais sobre o Megalosaurus).
🌎 O Legado e a Preservação do Sítio
A descoberta só se tornou possível graças ao trabalhador da pedreira, Gary Johnson, que notou “protuberâncias estranhas” ao limpar o terreno. Mais de 100 cientistas e voluntários participaram da escavação, demonstrando o esforço colaborativo.
O sítio de Oxfordshire se consolida, assim, como o maior registro de pegadas do Jurássico no Reino Unido e um dos maiores do mundo. Os icnofósseis analisados serão preservados e, posteriormente, expostos ao público. Portanto, o futuro da paleontologia britânica parece promissor.
🧾 Fontes e Referências para Aprofundamento
Sítios de Museus: Natural History Museum e Oxford University Museum of Natural History (informações históricas sobre Megalosaurus).
RTP Notícias: Cobertura sobre a “Highway” jurássica da Grã-Bretanha.
CNN Brasil/Reuters: Reportagem sobre as 200 pegadas na pedreira de Oxfordshire.
Sputnik Brasil: Detalhes sobre o cruzamento de trilhas e a conservação das pegadas.



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