Hamas: o que é, origem, ideologia e situação atual em 2025

Hamas: o que é, origem, ideologia e situação atual em 2025

O Hamas (Harakat al-Muqawama al-Islamiyya – Movimento de Resistência Islâmica) é um grupo político e militar palestino que fundaram em 1987 durante a Primeira Intifada, a revolta popular contra a ocupação israelense. De fato, com raízes na Irmandade Muçulmana, o movimento combina nacionalismo palestino, islamismo político e resistência armada contra Israel.

Para parte da população palestina, o Hamas simboliza resistência e identidade nacional. Por outro lado, Israel, Estados Unidos e União Europeia classificam o grupo como organização terrorista, o que restringe suas relações diplomáticas. Conforme a BBC News, o Hamas tornou-se, indiscutivelmente, um dos atores mais influentes da política palestina desde o final dos anos 1990.

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Mahmoud Issa/SOPA Images/LightRocket via Getty Image

💡 Ideologia e Estrutura do Movimento

O Hamas possui duas frentes principais que operam de forma interligada. Assim, elas compõem sua estrutura:

  • Braço Político: Gerencia a administração civil e a participação eleitoral.
  • Braço Militar: Conhecido como Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, executa operações armadas contra Israel.

Em primeiro lugar, o grupo busca estabelecer um Estado Palestino soberano com Jerusalém como capital e rejeita o reconhecimento de Israel. Entretanto, nos últimos anos, líderes do Hamas indicaram disposição para acordos de cessar-fogo de longo prazo, desde que as reivindicações territoriais palestinas sejam mantidas. Segundo a Al Jazeera, essa ambiguidade entre diplomacia e resistência armada explica, portanto, a longevidade e a complexidade política do movimento.

🗳️ Gaza sob o Hamas: A Divisão a Partir de 2007

Nas eleições legislativas de 2006, o Hamas venceu o Fatah, partido dominante da Autoridade Nacional Palestina (ANP). A vitória, certamente, gerou uma crise política interna significativa. Em seguida, em 2007, o grupo assumiu o controle total da Faixa de Gaza após um breve conflito civil.

Desde então, estabeleceu-se uma divisão territorial e política crucial:

  • Faixa de Gaza: O Hamas a governa.
  • Cisjordânia: A ANP, ligada ao Fatah, a administra.

Consequentemente, essa fragmentação dificulta negociações de paz e a unidade nacional. Por conseguinte, a causa palestina enfraqueceu, inevitavelmente, no cenário internacional.

📅 Linha do tempo: principais eventos do Hamas

AnoEvento
1987Fundação do Hamas durante a Primeira Intifada.
1988Publicação da carta fundadora, que rejeita Israel.
1993Rejeição dos Acordos de Oslo.
2000–2005Segunda Intifada e intensificação dos ataques.
2006Vitória eleitoral sobre o Fatah.
2007Tomada do controle de Gaza.
2008–2009Primeira grande guerra com Israel (Operação Chumbo Fundido).
2014Novo conflito em Gaza com alto número de vítimas civis.
2021Escalada de violência em Jerusalém Oriental.
2023Ataque de 7 de outubro contra Israel.
2024–2025Ofensiva israelense e crise humanitária em Gaza.

🌍 A Guerra e o Contexto de 2025

O ataque de 7 de outubro de 2023 marcou, sem dúvida, uma das fases mais violentas do conflito. Militantes do Hamas invadiram o sul de Israel, matando mais de 1.200 pessoas e fazendo centenas de reféns. Em resposta a essa ação, Israel lançou uma ofensiva militar em larga escala sobre a Faixa de Gaza, com bombardeios intensos e incursões terrestres.

Adicionalmente, segundo a ONU, o conflito resultou em uma grave crise humanitária. Com efeito, há escassez crítica de água, energia e alimentos. Centenas de milhares de civis vivem deslocados, portanto, o número de vítimas continua a crescer. Desse modo, a comunidade internacional pressiona por um cessar-fogo duradouro e ajuda humanitária imediata. Saiba mais sobre a resposta internacional em Relatório da ONU sobre Gaza.

🕊️ Situação e Perspectivas do Hamas em 2025

Em 2025, o Hamas mantém presença parcial na Faixa de Gaza. Não obstante, o grupo está enfraquecido militarmente e isolado politicamente. Israel afirma categoricamente que não permitirá o retorno do grupo ao poder. Nesse sentido, organizações internacionais debatem modelos de governança provisória para o território.

Governos árabes tentam, aliás, intermediar um novo arranjo político, focando na reconstrução de Gaza e na libertação dos reféns. Enquanto isso, a população enfrenta destruição generalizada e falta de perspectivas econômicas. Afinal, de acordo com a Reuters, a região vivencia a maior crise humanitária da década.

O destino do Hamas será, indubitavelmente, decisivo para o futuro do conflito no Oriente Médio. Analistas acreditam que a reconstrução de Gaza e o retorno da diplomacia dependerão da redefinição do papel do grupo. Por conseguinte, há quem defenda sua integração em uma nova estrutura política palestina, ao passo que outros defendem sua exclusão total do processo. Em conclusão, enquanto o impasse persiste, a população civil segue como a principal vítima

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